O Experimento de Miller-Urey imensamente irrelevante para origem da vida.

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Do que se trata o tal experimento de Miller-Urey?

A experiência de Miller e Urey foi uma experiência concebida para testar a hipótese de Oparin e Haldane sobre a origem da vida.

Segundo o experimento, as condições na Terra primitiva favoreciam a ocorrência de reações químicas que transformavam compostos inorgânicos em compostos orgânicos precursores da vida. Em 1953, Stanley L. Miller e Harold C. Urey da Universidade de Chicago realizaram uma experiência para testar a hipótese de Oparin e Haldane que ficou conhecida pelos nomes dos cientistas.1 Esta experiência tornou-se na experiência clássica sobre a origem da vida.

A experiência de Miller consistiu basicamente em simular as condições da Terra primitiva postuladas por Oparin e Haldane. Para isto criou um sistema fechado, sem oxigênio, onde inseriu os “principais gases atmosféricos, tais como hidrogênio, amônia, metano, além de vapor d’água.” Através de descargas elétricas, e ciclos de aquecimento e condensação de água, obteve após algum tempo, diversas moléculas orgânicas (aminoácidos). Deste modo, conseguiu demonstrar experimentalmente que seria possível aparecerem moléculas orgânicas através de reações químicas na atmosfera utilizando compostos que poderiam estar nela presentes. Estas moléculas orgânicas são indispensáveis para o surgimento da vida.

(fonte: Wikipedia)

Esse seria o esquema do tal experimento:

Miller-Urey

O experimento que simulava as condições das terras primitivas, que acreditavam que eram o NH3(Amônia), CH4(Metano), H20(Água) e o H2(Hidrogênio), Porem em 1960 geoquímicos descobriram que não era bem isso, leia o texto abaixo:

“No começo dos anos 1950, os cientistas acreditavam que a atmosfera da Terra primitiva consistia principalmente de “vapor d’água, hidrogênio e gases ricos em hidrogênio tais como metano e amônia”. Miller colocou esses gases num aparato de vidro e os submeteu a uma descarga elétrica simulando relâmpagos. Uma semana mais tarde, ele verificou que o aparato continha uma mistura de moléculas orgânicas que incluía alguns aminoácidos – os tijolos construtores de proteínas. Depois que ele relatou os seus resultados em 1953, o experimento de Miller foi incorporado aos livros texto de Biologia para mostrar que os cientistas estavam começando a entender a origem da vida.

“Todavia, nos anos 1960, os geoquímicos chegaram à conclusão de que a atmosfera da Terra primitiva provavelmente continha um pouco de hidrogênio (que, sendo leve demais, teria subido para o espaço exterior), mas em vez disso consistia de gases vulcânicos tais como dióxido de carbono e nitrogênio. Quando o experimento de Miller-Urey é repetido com dióxido de carbono (CO2), nitrogênio (N2) e vapor d’água, em vez de hidrogênio, metano, amônia e vapor d’água, os aminoácidos não são produzidos. Já por volta de 1980, a maioria dos geoquímicos tinha concluído que o experimento de Miller-Urey era imensamente irrelevante para a origem da vida.

“Apesar de tudo isso, os livros texto de Biologia continuam a apresentar o experimento, completo com fotografias ou desenhos do aparato original de Miller, como evidência de que os tijolos construtores podiam ter se formado espontaneamente na Terra primitiva. Muitos relatos do experimento de Miller-Urey nos livros texto não informam os estudantes de que a atmosfera da Terra primitiva era provavelmente bem diferente da mistura de gases usados no experimento, ou que quando o experimento é repetido com uma mistura real ele não funciona. Mesmo os livros texto que tocam nos problemas com o experimento de 1953 tipicamente informam os alunos de que misturas de gases mais reais ainda produzem ‘moléculas orgânicas’, sem informá-los de que aquelas moléculas incluem elementos químicos tóxicos tais como cianureto e formoldeído, mas não incluem aminoácidos.

“A verdade é que os cientistas estão cada vez mais longe de entender como os tijolos construtores da vida se formaram na Terra primitiva, e mais longe ainda de entender como as células se formaram de tais tijolos construtores. Mas em vez de informar os estudantes de que a origem da vida permanece um mistério impenetrável, a maioria dos livros texto de Biologia dá aos alunos a falsa impressão de que os cientistas fizeram grandes avanços em compreendê-la. Uma vez que eles dão uma versão errônea do significado do agora já abandonado experimento de Miller-Urey, e induzem os estudantes ao erro sobre o atual estado da pesquisa da origem da vida, esses livros textos não podem capacitar os estudantes na ‘sua autonomia intelectual e do pensamento crítico’ (LDB 9394/96).”

( artigo de autoria de Enézio E. de Almeida Filho)

Nota: Miller-Urey estavam errados ao pensar que o que existiam nas terras primitivas eram gases como NH3(Amônia), CH4(Metano), H20(Água) e o H2(Hidrogênio), mas eram os gases dióxido de carbono (CO2), nitrogênio (N2) e vapor d’água, em vez de hidrogênio( que por ser leve demais nem ficaria na terra primitiva e teriam subido para o espaço, e a gravidade da terra não era forte o suficiente para segurá-lo), metano, amônia e vapor d’água, o que e irrelevante para a formação dos aminoácidos, além disso como o biólogo “Jonathan Wells explicou uma vez: Mesmo que o experimento fosse válido, você ainda está anos-luz de produzir vida. Não importa quantas moléculas você pode produzir nas condições da terra primitiva, você ainda está longe da produção de uma célula viva. E aqui está como eu sei. Se eu pegar um tubo de ensaio estéril e eu coloco nele um pouco de líquido apenas com os sais corretos, o equilíbrio perfeito de acidez e alcalinidade, a temperatura certa a solução perfeita para uma célula viva, e eu colocar uma célula viva, a célula viva tem tudo que precisa para a vida. Agora eu pego uma agulha estéril e dou uma picada nessa célula. E todo seu conteúdo vaza dentro deste tubo de ensaio. Você tem tudo neste pequeno tudo de ensaio toda as moléculas que precisa para uma célula viva. Não apenas os pedaços mais a molécula em si. E você não pode refazer uma célula. Não há como fazer essa mágica. Assim o que faz pensar que alguns aminoácidos dissolvidos no oceano vão produzir uma célula viva? E totalmente fora da realidade”

By: João Novais

2 comentários

  1. Caro Sr. João Novais. Uma vez que o senhor “provou” a irrelevância da experiência Miller-Urey, poderia agora provar a existência de Deus?

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