Quem criou Deus?

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Os cristãos, claro, acreditam que deve haver um Deus porque o mundo teve um início. E tudo que teve início precisou de um criador.  Mas a pergunta difícil é como sabemos que o mundo teve um início.

Bertrand Russell, famoso agnóstico, apresentou este dilema: Ou o mundo teve um início ou não teve. Se não teve, ele não precisa de uma causa (Deus). Se teve, podemos perguntar “Quem causou Deus?”. Mas se Deus teve uma causa, ele não é Deus. Nos dois casos, não chegamos à primeira causa (Deus).

A resposta para esta difícil pergunta é que ela, também, pergunta algo sem sentido. “Quem criou Deus? Em outras palavras, é errôneo presumir que “tudo deve ter uma causa”  quando o que é reivindicado é que “tudo o que teve um início teve uma causa”. São coisas totalmente distintas. Claro, tudo o que teve um início teve um criador. O nada não pode fazer alguma coisa. Oferecemos como prova dois fortes argumentos de que o universo teve uma origem. O primeiro [argumento] vem da ciência – a segunda lei da termodinâmica. O segundo vem da filosofia,a saber, a impossibilidade de um número infinito de momentos.

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De acordo com a segunda lei da termodinâmica, a energia utilizável está esgotando no universo. Mas se o universo está se esgotando, ele não pode ser eterno. Caso contrário, já deveria ter completamente se esgotado. Assim sendo, o universo deve ter tido uma causa. Enquanto uma quantidade ilimitada de energia jamais pode acabar, não é preciso a eternidade para esgotar uma quantidade limitada de energia. Para fins de ilustração, todo carro possui uma quantidade limitada de energia (combustível). É por isso que precisamos, de tempos em tempos, a reabastecer o carro –  e isso com mais frequência do que gostaríamos. Se tivéssemos um tanque de combustível ilimitado (isto é, infinito), jamais precisaríamos reabastecer o carro. O fato de que precisamos reabastecer mostra que o carro foi, a princípio, abastecido.

Em síntese o universo teve uma origem. E tudo que teve uma origem deve ter um originador. Portanto, o universo deve ter tido um criador (Deus).

Alguns especulam que o universo da corda em si mesmo ou que se recupera automaticamente. Mas esta posição é exatamente apenas isso – pura especulação e sem nenhuma evidência real. Na verdade, tal  suposição é contrária à segunda lei da termodinâmica. Pois mesmo se o universo fosse recuperável, como uma bola que rebate em reverso, o universo, gradualmente, pararia de funcionar. O fato é que não existe evidência de observação de que o universo da corda a si mesmo. Mesmo os astrônomos agnósticos, tais como Robert jastrow , enfatizaram: “Uma vez que o hidrogênio foi queimado dentro daquela estrela e convertido em elementos mais pesados, ele jamais pode ser restaurado a seu estado original”. Portanto “minuto após minuto e ano após ano, conforme o hidrogênio é utilizado nas estrelas, o suprimento deste elemento fica menor”.

Se a quantidade de energia geral presente permanece a mesma, mas a energia usável do universo está se esgotando, ele jamais teve uma quantidade infinita – pois uma quantidade infinita de energia jamais pode se esgotar. Isso significa que o universo não poderia ter existido desde sempre no passado. Ele deve ter tido uma origem. Ou, colocando de uma outra forma, de acordo com a segunda lei, uma vez que o universo está ficando cada vez mais desordenado, ele não pode ser eterno. Caso contrário ele já deveria estar completamente desordenado, o que não está. Portanto ele deve ter tido um início – um início que foi organizado.

Um segundo argumento que o universo teve um início – e, portanto, um iniciador – vem da filosofia. Ele defende que não poderia ter tido um número infinito de momentos antes de hoje; caso contrário o hoje jamais teria acontecido (o que aconteceu). Isso se dá porque, por definição, um infinito jamais pode ser superado – ou seja, chegamos ao hoje, segue-se que deve ter havido apenas um número finito (limitado) de momentos anteriores a hoje. Quer dizer, o tempo teve uma origem. Mas se o universo de tempo e espaço teve uma origem, tal origem deve ter tido uma causa. Esta causa de tudo mais que existe se chama Deus. Deus existe.

Até mesmo o cético David Hume aceitava as premissas desse argumento para a existência de Deus. Ainda mais, o próprio Hume jamais negou que as coisas possuem uma causa para sua existência. Ele escreveu: “Jamais proferi tamanha declaração absurda de que alguma coisa possa surgir sem causa”. Ele também disse que era absurdo acreditar que havia um número infinito de momentos:”Um número infinito de partes reais de tempo que se sucedem e se esgotam umas depois das outras parece uma contradição tão evidente que ninguém, cujo juízo, em vez de corrompido, se tenha aperfeiçoado pelas ciências, seria capaz de admiti-lo”. Agora se estas premissas forem verdadeiras,segue-se que deve ter havido um criador do universo de espaço e tempo que nos chamamos de cosmos, ou seja, Deus existe.

Mas ainda resta uma pergunta  – quem criou Deus?

Ele não foi criado. Ele sempre existiu. Apenas as coisas que tiveram um início – como o mundo – precisam de um criador. Deus não teve início, portanto não precisou ser criado.

Tradicionalmente, os ateus que negam a existência de Deus acreditam que o universo não foi criado; ele sempre esteve “lá” eternamente. Eles apelam  à primeira lei da termodinâmica para suporte de suas ideias. “A energia não pode ser criada nem destruída”, insistem eles. Várias coisas podem ser observadas em resposta. Primeiro, tal forma de afirmar a primeira lei não é científica, pelo contrário, é filosófica. A ciência é embasada na observação , e não existe evidência observacional que possa embasar o “pode” e “não pode” implícito nesta declaração. A frase, para ser científica, deveria ser assim: “[Até onde observamos], a quantidade de energia presente no universo permanece constante”. Ou seja, ninguém observou nenhuma energia presente nova quer passando a existir quer deixando de existir. Uma vez que a primeira lei é adequadamente entendida, ela não diz acerca do universo sendo eterno ou não possuindo um início.  No que diz respeito a primeira lei, a energia pode(ria) ou não pode(ria) ter sido criada. Ela simplesmente afirma que se a energia fosse criada, então, até onde alguém pode dizer, a quantidade presente de energia que foi criada permanece constante desde então.

E mais, vamos supor, visando o entendimento da questão, que a energia – todo o universo de energia que chamamos de cosmos – não foi criado, como muitos ateus tradicionalmente acreditaram. Se assim for, é totalmente descabido de sentido perguntar quem fez o universo. Se a energia é eterna e não criada, é óbvio que ninguém criou. Ela sempre existiu. Todavia, se é desprovido  de sentido perguntar: “Quem criou o universo?” uma vez que ele sempre existiu, então, de forma semelhante, é igualmente sem sentido perguntar “Quem criou Deus?” uma vez que ele sempre existiu.

Se o universo não é eterno, ele precisa de uma causa. Por outro lado, se ele não tem um início, ele não precisa de uma causa de início. De mesma sorte, se Deus, que não tem início, existe, é absurdo perguntar: Quem criou Deus?”. É um erro de categoria perguntar: “Quem Fez aquele que não foi feito?” ou “Quem criou aquele que não foi criado?”. Alguém também pode perguntar: “Onde está a mulher daquele solteiro?”. Não existe lógica para tal.

Retirado do livro Quem criou Deus? de Ravi Zacharias e Norman Geisler.

5 comentários

    • cara eu sou teísta e concordo plenamente contigo, eu achei super sem logica os argumentos, que o teismo esteja certo ele quer ter razao, isso leva a uma total ignorancia(nao saber e grosseria).

  1. parabéns, o seu pensamento reforça o meu, tenho pena dessas pessoas que ignoram tantas evidÊncias concretas.

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