Alguns achados arqueológicos que comprovam a veracidade histórica da Bíblia.

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Das muitas definições dadas à Bíblia, é provável que uma das mais interessantes tenha sido a de Gerald Wheeler que definiu a inspiração como “Deus falando com sotaque humano”. De fato, a Bíblia é a Palavra do Altíssimo entrando em nossa história e participando ativamente dela.

Logo, seria interessante lembrar que as Escrituras Sagradas não nasceram num vácuo histórico. Elas possuem um contexto cultural que as antecede e envolve. Suas épocas, seus costumes e sua língua podem parecer estranhos a nós que vivemos num tempo e geografia bem distantes daqueles fantásticos acontecimentos, mesmo assim são importantíssimos para um entendimento saudável da mensagem que elas contêm.

Como poderíamos, então, voltar a esse passado escriturístico? Afinal, máquinas do tempo não existem e idéias fictícias seriam de pouco valor nesta jornada. A solução talvez esteja numa das mais brilhantes ciências dos últimos tempos: a Arqueologia do Antigo Oriente Médio.

A ciência arqueológica tem sido uma grande benfeitora para os estudantes da Bíblia. Ela tem: (1) ajudado na identificação dos lugares e no estabelecimento de datas, (2) contribuído para melhor conhecimento de antigos costumes e obscuros idiomas, (3) trazido luz sobre o significado de numerosas palavras bíblicas, (4) aumentado nosso entendimentop sobre certos pontos doutrinados do Novo Testamento, (5) silenciado progressivamente certos críticos que não aceitam a inspiração da palavra de Deus.

Usada com prudência e exatidão, a Arqueologia poderá ser uma grande ferramenta de estudo não apenas para contextualizar corretamente determinadas passagens da Bíblia, mas também para confirmar a historicidade do seu relato. É claro que não poderemos com a pá do arqueólogo provar doutrinas como a divindade de Cristo ou o Juízo final de Deus sobre os homens. Esses são elementos que demandam fé. Contudo, é possível – através dos achados – verificar se as histórias da Bíblia realmente aconteceram ou se tudo não passou de uma lenda. Aí, fica óbvio o axioma filosófico: se a história bíblica é real, a teologia que se assenta sobre essa história também o será. Talvez seja por isso que ao invés de inspirar a produção de um manual de Teologia, Deus soprou aos profetas a idéia de escreverem um livro de histórias que confirmassem a ação divina em meio aos acontecimentos da humanidade.

Segue abaixo alguns poucos exemplos de descobertas arqueológicas que comprovam o relato bíblico.

Estela de  Merneptah

I – Estela de Merneptah: 

É uma laje de pedra, que foi encontrada em 1896 em Tebas, no Egito. O monumento foi encontrado onde tinha estado uma vez no antigo Egito, no templo, que honrou o faraó Merneptah. Alguns referem-se a pedra como a “Estela da Vitória”, porque os registos das campanhas militares e as vitórias do faraó Merneptah, o filho do poderoso Ramsés II, que reinou no Egipto por volta de 1215 aC., Durante o tempo dos juízes em Israel. A escrita na estela é em hieróglifos e muito claramente menciona o nome de Israel. Israel foi considerado pelo Faraó do Egipto, suficientemente importante para mencionar a vitória como significativa. Os hebreus tinham conquistado a terra de Canaã, por volta de 1400 aC

O período dos Juízes foi um período sombrio na história de Israel porque eles tinham abandonado continuamente o Senhor e serviram a outros deuses, e houve tumulto contínuo na terra de Israel.
Juízes 10:6 – E os filhos de Israel fizeram o mal de novo, à vista do SENHOR, e serviram aos baalins, ea Astarote, e aos deuses da Síria, e aos deuses de Sidom, e aos deuses de Moabe, e os deuses do filhos de Amom, e aos deuses dos filisteus, e abandonaram o Senhor, e não o serviram.
A descoberta da Estela Israel é muito importante no estudo da Arqueologia Bíblica. É a mais antiga evidência da existência de Israel na terra de Canaã, nos tempos antigos fora da Bíblia.


II – Tabletes de Ebla: 

A descoberta dos tabletes de Ebla também auxiliou na confirmação histórica das cidades de SODOMA, GOMORRA, ADMÁ, ZEBOIM E ZOAR (Gênesis 14)

Cerca de 14 mil tábuas de argila foram encontradas no norte da Síria, em 1974. Datadas de 2.300 a 2.000 a.C., elas remontam à época dos patriarcas. Os tabletes descrevem a cultura, nomes de cidades e pessoas (como Adão, Eva, Miguel, Israel, Noé) e o modo de vida similar ao dos patriarcas descrito principalmente entre os capítulos 12 e 50 do livro de Gênesis, indicando sua historicidade.


III – Papiro de Ipuwer: 

O papiro é  atualmente mantido na Rijksmuseum van Oudheden de Leyden, na Holanda. Está marcado Papiro de Leiden I 344 recto.

É uma oração sacerdotal escrita por um egípcio chamado Ipuwer, onde questiona o deus Horus sobre as desgraças que ocorrem no Egito. As pragas mencionadas são: O rio Nilo se torna sangue; escuridão cobrindo a terra; animais morrendo no pasto; entre outras, que parecem fazer referência às pragas relatadas no livro de Êxodo.


IV – Estela de Tel Dan: 

A estela de Tel Dan, achada no norte de Israel, traz um texto aramaico com a possível menção mais antiga ao nome de Davi fora da Bíblia .

Placa comemorativa sobre conquista militar da Síria sobre a região de Dã. A inscrição traz de modo bem legível a expressão “casa de Davi”, que pode ser uma referência ao templo ou à família real. O mais importante, todavia, é que menciona, pela primeira vez fora da Bíblia, o nome de Davi, indicando que este foi um personagem real.


V – Obelisco Negro e a Prima de Taylor:

As esculturas em relevo glorificam as conquistas do rei Shalmaneser III (reinou de 858-824 aC)

Estes artefatos mostram duas derrotas militares de Israel. O primeiro traz o desenho do rei Jeú prostrado diante de Salmaneser III oferecendo tributo a ele. O segundo descreve o cerco de Senaqueribe a Jerusalém, citando textualmente o confinamento do rei Ezequias.


VI – Inscrição de Siloé:

ShiloachEncontrada acidentalmente por algumas crianças que nadavam no tanque de Siloé. Essa antiga inscrição hebraica marca a comemoração do término do túnel construído pelo rei Ezequias, conforme o relato de 2 Crônicas 32:2-4.


VII – Textos de Balaão: balaao textos

Fragmentos de escrita aramaica encontrados em Tell Deir Allá, que relatam um episódio da vida de “Balaão filho de Beor” e descrevem uma de suas visões – indícios de que Balaão existiu e viveu em Canaã, como afirma a Bíblia no livro de Números 22 a 24.


VIII – Tijolo babilônico de Nabucodonosor: matheus_abril-nabucodonosor

O livro de Daniel foi por muito tempo contestado pois os críticos diziam que o livro não tinha nenhum embasamento histórico. Que a Babilônia nunca tinha existido e nem mesmo um rei chamado Nabucodonosor. Mas esse achado arqueológico traz a seguinte inscrição em cuneiforme: “(eu sou) Nabucodonosor, Rei de Babilônia. Provedor (do templo) de Ezagil e Ezida; filho primogênito de Nabopolassar”.


IX: O Selo de Baruque:  A descoberta que provou a existência do secretário e confidente do profeta Jeremias.

imagesO profeta Jeremias durante os últimos anos do reino de Judá, profetizou o exílio e o retorno dos judeus, eles teriam que aceitar o jugo de Babilônia e não resistir. Ele foi encarcerado, ameaçado de morte e posto como falso profeta e traidor. Jeremias, nomeou Baruque, o filho de Nérias, seu escriturário. Foram encontrados em uma loja de antiguidades em Jerusalém alguns pedaços de barro marcados com um selo. Dentro desta coleção há duas peças que acredita-se ter pertencido a Baruque. Em exibição no Museu de Israel em Jerusalém, nas três linhas lê-se: Berekhyauhuh, o filho de Neriyauhuh, o escriturário.


X – Os Manuscritos do Mar Morto:manuscritos-do-mar-morto1
Talvez o maior achado arqueológico de todos os tempos. Casualmente descobertos por um grupo de pastores de cabras. Na sua maioria, escritos antes da era cristã e guardados em rolos, dentro de vasilhas de barro. Os manuscritos formam uma coleção de cerca de 930 documentos descobertos entre 1947 e 1956 em 11 cavernas próximo de Qumran, uma fortaleza a noroeste do Mar Morto, em Israel (em tempos históricos uma parte da Judéia). Estes documentos foram escritos entre o século III a.C. e o primeiro século depois de Cristo em Hebraico, Aramaico e grego. A maior parte deles consiste em pergaminhos, sendo uma pequena parcela de papiros e um deles gravado em cobre.


XI – O Papiro de John Rylands.
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Papiro 52 encontrado no Egito em 1920, redescoberto (1934) por C. H. Roberts na Biblioteca John Rylands (1801-1888) em Manchester, Inglaterra. Conhecido como o mais antigo texto escrito do Novo Testamento (125 d.C). Também conhecido como o fragmento de João. Contêm partes do Evangelho de João 18 31-33, no grego, e no verso contêm linhas dos versos 37-38.


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