Charles Darwin: “Por piores que fossem as crises que atravessei, nunca desci até ao ateísmo, nunca neguei a existência de Deus”.

Este texto de Olavo de Carvalho (que critica a beatificação de Charles Darwin por parte do novo clero cientificista) é interessante porque, em primeiro lugar, desmistifica a ideia de que Darwin foi original na sua teoria, e em segundo lugar porque revela o facto ― que hoje é meticulosamente ocultado ― de que Darwin admitia o criacionismo como causa prima e em conjugação com o evolucionismo. Darwin distinguia claramente a “criação” da “evolução”.charles_darwin

Por outro lado, é preciso referir que Darwin não se assumia como ateu; ele escreveu uma carta a um amigo em 1879 (ver o livro “A Vida e a Correspondência de Charles Darwin”, 1887, publicado do seu filho Francis Darwin):

Sejam quais forem as minhas convicções sobre este tema [religião], elas só pode ter importância para mim próprio. Mas, já que me perguntas, posso assegurar-te que o meu juízo sofre, amiúde, flutuações. Nas minhas maiores oscilações, nunca cheguei ao ateísmo no verdadeiro sentido da palavra, isto é, nunca cheguei a negar a existência de Deus.

Portanto, quem diz que Darwin era ateu, mente. Quem diz que Darwin baseou a evolução das espécies numa causa prima não-criacionista, mente.

O evolucionismo de Darwin circunscrevia-se à Biologia que tenta explicar a evolução dos organismos terrestres, e não à Física ― ou à Filosofia ― que tenta explicar a origem das leis do universo; Charles Darwin fez muito bem essa distinção entre Biologia e Física, coisa que os biólogos actuais, regra geral, não fazem quando transformam o evolucionismo numa doutrina universal ― o evolucionismo é uma generalização da doutrina biológica da transformação da espécie.

Como escreve Olavo de Carvalho, Charles Darwin não foi sequer original na sua teoria: para além do tio de Darwin, o naturalista Erasmus Darwin (referido no texto como sendo “avô”), podemos contar também os nomes de Buffon (1707-1788), o próprio Kant que constatou na sua “Crítica do Juízo” a probabilidade da evolução contínua da nebulosa primitiva até ao Homem, e essencialmente Lamarck (1744 – 1829), para além de Charles Lyell (1797-1875).

Via: https://espectivas.wordpress.com/

 

Um comentário

  1. “Nessa época, ou seja, entre 1836 e 1839, eu gradativamente chegara à compreensão de que o Antigo Testamento não era mais confiável do que os livros sagrados dos hindus […] Aos poucos, passei a desacreditar no cristianismo como uma revelação divina […] Assim a descrença lentamente penetrou em mim até que me tomasse por completo. O processo foi tão devagar que nem cheguei a sentir angústia” (Darwin, org., The Autobiography of Charles Darwin and Selected Letters, p. 62).

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