Argumento Ontológico – Uma Breve Explanação – Anselmo, Gaunilo e Descartes

Neste, pretendemos demonstrar a opinião de alguns pensadores sobre o argumento ontológico. Iniciaremos em Anselmo de Cantuária, o pai do argumento ontológico; em seguida, demonstraremos algumas das críticas de Gaunilo à prova Anselmiana da existência de Deus, e, logo após, também traremos à tona as réplicas de Anselmo a Gaunilo. Feito isto, partiremos para a demonstração cartesiana da existência de Deus com base no argumento ontológico de Anselmo.

Anselmo de Cantuária, como supracitado, foi o “pai” do argumento ontológico, isto é, aquele quem primeiro o sistematizou. É importanto ressaltar isso, porque o conceito de Deus como o maior ser concebível parecia circular, mesmo que implicitamente, em filósofos anteriores a ele. Anselmo nos revela no Proslógio que sua intenção principal era substituir os argumentos que ele tinha oferecido no Monológio por um único argumento, isto é, um argumento independente de qualquer outro, que demonstrasse de modo certo que Deus existe, é o sumo bem e que ele não depende de nada, ao contrário, tudo depende dele. O motivo de tal “substituição de argumentos” era que os argumentos do Monológio eram difíceis de serem entendidos pelo seus “entrelaçamentos”, isto é, pela suas correlações.

Após algum tempo refletindo, Anselmo conseguiu encontrar um argumento que atendia aos critérios supracitados. O argumento de Anselmo consiste em afirmar que Deus é um ser do qual não se pode pensar nada maior e que, a partir do momento que alguém ouve e compreende tais palavras, mesmo que esse alguém negue que esse ser exista na realidade, a quem Anselmo chama de insipiente, tal indivíduo não pode, de forma alguma, negar que esse ser exista em sua inteligência. Pois é possível, para Anselmo, ter algo na inteligência mesmo que não se compreenda que exista na realidade. Para provar tal ponto, Anselmo oferece a analogia do pintor, que consiste em afirmar que o pintor, antes de realizar sua pintura, possui tal pintura na inteligência. O ponto nevrálgico aqui, para Anselmo, é demonstrar que a pintura existe na inteligência do pintor antes de ser compreendida como existindo na realidade, para, como supramencionado, demonstrar que é possível algo existir na inteligência sem que exista na realidade. Portanto, a intenção de Anselmo, neste primeiro argumento, é demonstrar que, a partir do momento em que a frase “o ser do qual não se pode pensar nada maior” é ouvida e compreendida, o insipiente tem de concordar – necessariamente – que tal ser existe em sua inteligência, mesmo que seja negado que exista na realidade.

Posto isto, Anselmo parte para a consequência lógica de se assumir que o ser do qual não se pode pensar nada maior existe na inteligência. Para ele, o ser do qual não se pode pensar nada maior não pode existir somente na inteligência, pois, caso contrário, poderia ser pensado um ser que existe na inteligência e na realidade, que seria um ser maior – com “maior”, estamos nos referindo a um ser mais perfeito, superior em qualidade. Portanto, se o ser do qual não é possível pensar nada maior existisse somente na inteligência, esse ser seria um ser do qual é possível pensar algo maior, o que é absurdo, visto que o ser do qual não se pode pensar nada maior não pode ser o mesmo ser do qual é possível pensar algo maior. Logo, infere Anselmo, tal ser deve existir, necessariamente, na inteligência e na realidade.

Exposta a parte crucial do argumento anselmiano, convém-nos expor o restante de seus argumentos, que dão mais força à sua tese central. Anselmo também afirma que o ser do qual não se pode pensar nada maior não pode ser pensado como não existente, pois, se fosse, ele não seria um ser do qual não se pode pensar nada maior, visto que, para Anselmo – partindo do pressuposto de que a existência é um predicado de perfeição – um ser que não pode ser pensado como não existente é maior do que um ser que pode. Ora, infere Anselmo, se o ser do qual não se pode pensar nada maior fosse passível de ser pensado como não existente; então, o ser do qual não se pode pensar nada maior não seria tal ser, o que é ilógico, pois isso seria contraditório. Portanto, como podemos ver, Anselmo estabelece uma impossibilidade epistemológica para fortalecer o seu argumento. porque, segundo ele, se alguém afirma que tal ser pode ser pensado como não existente; imediatamente, tal pessoa comete contradição.

Exposta a impossibilidade epistêmica de pensar que tal ser não exista – segundo os pressupostos de Anselmo -, em seguida, Anselmo, então, busca esclarecer a razão de, mesmo com tal impossibilidade, as pessoas negarem que tal ser exista. Segundo o filósofo, é possível pensar em algo de duas maneiras: ¹pensando somente nas palavras que expressam a coisa, ou ²compreendendo a própria coisa que é expressada pelas palavras. Da primeira maneira, é possível pensar que o ser do qual não se pode pensar nada maior pode não existir, assim como seria possível que alguém, pensando somente nas palavras, pensasse que água e fogo fossem a mesma coisa, pois tal pessoa não remete o pensamento à coisa expressada pelas palavras, mas somente para as palavras. Porém, da segunda maneira, segundo Anselmo, é impossível pensar que o ser do qual não se pode pensar nada maior não exista, assim como seria impossível pensar que água e fogo fossem a mesma coisa. Visto que, nesse caso, ao contrário do primeiro, o pensamento, de fato, é remetido à coisa em si, e não meramente as palavras que expressam a coisa. Portanto, só é possível pensar que o maior ser concebível existe, atribuindo um significado diverso a tais palavras, ou sem lhas atribuir qualquer significado.

Nisto consiste o argumento ontológico formulado por Anselmo de Cantuária. Como vimos, ele ofereceu alguns pontos principais para formar seu argumento, a saber, da possibilidade de ter na inteligência um ser que não existe na realidade, do absurdo que seria se tal ser existisse somente na inteligência e da impossibilidade epistêmica de se pensar tal ser como não existente.

Porém, é interessante notar que Anselmo parte de alguns pressupostos para estabelecer as características de um ser perfeitíssimo, como a consideração de que a existência é um predicado e característica de perfeição. Ele toma isso como autoevidente, visto que com base nisso ele fornece seus argumentos. Porém sem argumentar em prol da existência ser um predicado de perfeição ou coisa semelhante, é meramente um axioma para ele.

Críticas de Gaunilo ao Argumento Ontológico, e as Réplicas de Anselmo.
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Agora, exporemos algumas das críticas de Gaunilo, monge de Marmoutier, ao argumento ontológico. Críticas que ele fez quanto Anselmo ainda era vivo, e que Anselmo replicou. Demonstraremos, então, além das críticas de Gaunilo, também, as réplicas de Anselmo.

Uma das principais Críticas de Gaunilo ao argumento ontológico de Anselmo foi afirmar que não é possível pensar ou ter na inteligência – Gaunilo faz distinção entre pensar e compreender, ter na inteligência e ter no pensamento, podendo os seres falsos, que não existem na realidade, serem pensados e tidos no pensamento, mas não serem compreendidos e não existirem na inteligência, isto só compete aos seres “reais” – “o ser maior entre todos que se possa pensar”. Pois, para ele, não é possível pensar nesse ser nem com referência a uma espécie, nem a um gênero e nem conhecê-lo em si.

Para demonstrar tal ponto, ele oferece um exemplo: se alguém descrevesse um homem que ele não conhece, e cuja existência desconhece, ele conseguiria concebê-lo como real através da noção geral que possui de homem, isto é, através da espécie humana, conseguiria deduzir tal descrição mesmo que tal homem inexistisse. Todavia, quando se ouve a palavra “Deus” ou a frase “o ser maior que todos”, tal ser poderia ser concebido na inteligência e no pensamento da mesma maneria falsa que concebeu o homem inexistente. Porém, no caso do homem, pôde-se concebê-lo devido ao conceito de homem em geral que o cognoscente possuía – é interessante notar que Gaunilo pensa que um ser falso não pode existir na inteligência, porém, nesta analogia, ele afirma que pôde “conceber na inteligência” um homem falso, isto é, que sequer existe-. Mas, e esse é ponto nevrálgico da argumentação de Gaunilo, quando se trata de pensar em Deus, segundo Gaunilo, não se tem nenhuma noção na qual o pensamento se “escora” como ponto fulcral para concebê-lo. Tudo o que se tem é apenas uma palavra, isto é, uma conotação verbal, que enquanto palavra é verdadeira. Porém, não se pode deduzir o que é Deus somente através de uma conotação verbal. O ponto central aqui é afirmar que não se pode compreender o que as palavras expressam se não se tem nenhum conceito daquilo que é expressado pelas palavras. Conceito que seria utilizado para deduzir e inferir o que está sendo dito, assim como no caso do homem inexistente, que foi deduzido e inferido devido ao conceito geral de homem que o cognoscente possuía.

A isso, Anselmo responde, de maneira brilhante, que o que ocorre é justamente o contrário. Segundo ele, é, sim, possível pensar no ser do qual não se pode pensar nada maior, e isto se dá a partir de um conceito que qualquer ser humano possui. Anselmo afirma que esse conceito é o bem, qualquer bem existente, pois os bens menores remontam aos bens maiores, isto é, a partir de bens menores, pode-se deduzir bens maiores até se chegar ao conceito expresso pela expressão “ser do qual não se pode pensar nada maior”. Ou seja, o maior bem concebível. Por exemplo, pode-se pensar em um ser que existe, mas é mortal, e, a partir disso, pensar que seria maior um ser que existe e é imortal; depois, pensar que seria maior um ser que existe, é imortal e é onipotente, e assim por diante, até poder chegar ao ser do qual não se pode pensar nada maior.

Há, ainda, outra resposta de Anselmo que, apesar de não ser espeficiamente direcionada a essa objeção, parece ser cabível aqui, visto que ele está argumentando em prol da possibilidade de se poder pensar e compreender o ser do qual não se pode pensar nada maior. Respondendo a outra objeção, Anselmo demonstra, com muita sagacidade, determinadas características que o maior ser concebível deve possuir. Ora, nos informa Anselmo, o ser do qual não se pode pensar nada maior deve, necessariamente, existir por inteiro em todo lugar e tempo. Pois o ser que não existe por inteiro, completo em todo lugar e tempo pode ser pensado como não existente e, como vimos, para Anselmo, um ser que pode ser pensado como não existente não pode ser o maior ser concebível. Portanto, tudo aquilo que existe em um lugar determinado, mas não existe em outros lugares, ou que, ao contrário, existe em todos os lugares exceto em um lugar determinado, pode – em sentido lógico – ser pensado como não existente em lugar nenhum. que não existe em determinado lugar. O mesmo raciocínio se aplica ao tempo, isto é, tudo aquilo que se encontra em alguma parte do tempo, mas não em outras, pode, logicamente, ser pensado como não existente, assim como não existe em outras partes do tempo. Portanto – e esse é o ponto crucial de Anselmo com esse argumento – visto que é possível compreender algumas características do maior ser concebível, é, também, possível compreendê-lo em certa medida.

Outro argumento oferecido por Gaunilo consiste em afirmar que a analogia do pintor, oferecida por Anselmo, é falha. Segundo Gaunilo, a pintura, antes de ser executada, existe na própria intuição artística do pintor, e não é algo que ele concebe e que passa a existir em sua inteligência. Gaunilo cita Agostinho como que reforçando sua argumentação. Agostinho afirma que quando um artífice está para construir uma arca, ele a tem primeira em sua “arte”, e, depois da arca construída, a arca em si não é vida. Porém, aquela que se encontra na “arte”, isto é, na intuição artística do autor, é vida, pois vive da vida da alma do artista. A partir dessa perspectiva de Agostinho, Gaunilo infere que tal só pode ser vida na alma vivente do artista enquanto parte de sua própria alma. Contrastando, assim, a verdade conhecida na inteligência e a própria inteligência.

Para responder a essa objeção, Anselmo não faz muito esforço. Ele, através de uma refutação simples e eficaz, meramente afirma que o argumento de Gaunilo, baseado em Agostinho, simplesmente, não refuta em nada a sua analogia do pintor. Anselmo nos informa que ele utilizou a analogia do pintor somente para demonstrar que algo pode existir na inteligência antes de existir na realidade, mas não para demonstrar que exatamente da mesma maneira que a pintura existe na inteligência do pintor também deve existir o ser do qual não se pode pensar nada maior. Portanto, para Anselmo, a crítica de Gaunilo não surte nenhum efeito em sua argumentação com base na analogia do pintor.

Outra objeção de Gaunilo a Anselmo consiste em afirmar que não se pode dizer que não é possível pensar que o maior ser concebível pode não existir quando, na verdade, é possível pensar que Deus não existe.

Ao que Anselmo responde, dizendo que é, simplesmente, ilógico negar o que se compreende por entender que tal coisa implica, justamente, naquilo que se nega porque não se compreende. Isto é, não é lógico negar o ser do qual não se pode pensar nada maior somente porque se pode negar Deus. Sendo assim, o ser do qual não se pode pensar nada maior é uma maneira mais fácil de demonstrar a existência de Deus, pois se se nega Deus porque ele não é compreendido, deve-se tentar demonstrar a existência de Deus a partir daquilo que é compreendido.

Há outras objeções ao argumento anselmiano por parte de Gaunilo, como o famoso argumento da ilha perfeita. E, também, outras réplicas de Anselmo a Gaunilo – além da réplica ao próprio argumento da ilha perfeita, como também a demonstração de que Gaunilo deturpou seu argumento, ao afirmar frequentemente “o ser maior que todos” quando o correto seria “o ser do qual não se pode pensar nada maior”, atacando um espantalho e etc -. Mas, como o presente artigo não pretende ser exaustivo acerca desse tema, nos manteremos somente nessas objeções e réplicas.

Da Prova Cartesiana da Existência de Deus

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Um dos pensadores que acatou, em certa medida, o argumento anselmiano, foi Descartes.  Dizemos em certa medida, pois, de fato, a maneira que Descartes tenta provar a existência de um ser perfeitíssimo a priori é diferente da maneira anselmiana de provar a existência de tal ser também a priori. Enquanto Anselmo parte da possibilidade de se pensar no ser do qual não se pode pensar nada maior, Descartes, depois de uma longa investigação da res cogitans (coisa pensante), parte da ideia inata desse ser na mente para provar sua existência. Além disso, o próprio Descartes nao deixa claro que estava se utilizando do argumento ontológico. Em seguida, descreveremos, em linhas gerais, os passos dados por Descartes para inferir a existência desse ser perfeitíssimo.

Na primeira meditação do livro Meditações Sobre Filosofia Primeira, Descartes introduz a dúvida hiperbólica, que consiste em não aceitar como verdade tudo aquilo que é passível de dúvida (Med. I. § 2). O objetivo de Descartes com tal método – a dúvida hiperbólica – é tentar averiguar sobre o que, de fato, se pode ter certeza absoluta. Movendo-se nesse sentido, a primeira coisa que Descartes descarta como podendo ter certeza são as coisas sensíveis. Segundo ele, assim como, muitas vezes, não é possível distinguir o sonho da realidade, também não se pode ter certeza dos sensíveis, pois não haveria como ter certeza de que tais entes não passam de um sonho engendrado pela mente. Todavia, Descartes se dá conta de que esse argumento não pode ser aplicado para tudo. De acordo com as ideias matemáticas, por exemplo, seja dormindo ou acordado, três mais cinco sempre será oito. Com base nisto, e querendo tomar como falso tudo aquilo que possua o menor grau de dúvida, Descartes introduz o conceito do Gênio ou “deus” Maligno. Tal Gênio Maligno seria uma espécie de enganador poderoso, que tem por objetivo enganar o cognoscente de todas as maneiras possíveis, não o permitindo encontrar verdade alguma.

Como Descartes busca a certeza e não a dúvida, ele se propõe a tentar encontrar algo que, mesmo na hipótese do gênio maligno, não possua nenhum resquício de dúvida. E, na segunda meditação, Descartes encontra o ser pensante como não passível de dúvida. Pois, tente o Gênio Maligno enganá-lo quanto quiser, é certo que ele existe enquanto ser pensante. E, até então (II meditação), esta é a única certeza que Descartes possui ego sum, ego existo (eu, eu sou, eu, eu existo).Tendo sido encontrado algo que não é passível de dúvida, ainda permanece a hipótese de um Gênio Maligno. Assim, Descartes se propõe a investigar se realmente há um Deus – Descartes considerava o Gênio Maligno como uma espécie de “deus” -, e se ele pode ser enganador. Porquanto, de acordo com o método de Descartes, não se pode ter certeza de mais nada se não houver certeza sobre estas duas coisas, a saber, se há um Deus e se ele pode ser enganador (Med. III, § 5).

Assim, Descartes passa a investigar o nível de realidade objetiva que uma ideia deve ter em comparação com as ideias que existem em sua mente. Isto é, para Descartes (Med. III, § 16), aquilo que possui mais substância e qualidades de perfeição possui mais realidade do que aquilo que possui menos de tais atributos; ele chama de realidade formal aquilo que, de fato, existe na realidade, e realidade objetiva se refere ao conteúdo das ideias. O ponto central aqui é analisar as ideias que ele possui na inteligência e, a partir do nível de realidade objetiva delas, inferir se há alguma coisa extrínseca a ele mesmo que seja causadora dessas ideias, visto que, se ele possui uma ideia com realidade objetiva maior do que sua própria realidade, ele, jamais, poderá ser a causa desta ideia. E, para entender isso, é preciso entender o axioma estabelecido por ele, o qual afirma que a causa de um efeito deve, no mínimo, possuir tanta realidade e perfeição quanto o efeito; caso contrário, o efeito não poderia obter tal realidade e perfeição, e isto nos parece uma verdade analítica.

Após analisar as ideias que há em si mesmo, a única ideia que ele – Descartes – percebeu como existente e impossível de ter sido causada por ele mesmo, é a ideia de Deus. Com “Deus”, Descartes quer dizer: uma substância infinita. Ora, com base nesta ideia, Descartes infere que jamais teria perfeição suficiente a ponto de poder causá-la, pois sua realidade objetiva entrega uma perfeição muito maior do que a dele. Portanto, assumindo seu axioma, a única explicação para isso é que tal ideia foi colocada em seu ser por um ente com tal realidade e perfeição. E, ele – Descartes – também conclui que este ser, jamais, pode ser enganador, pois, caso contrário, não seria um ente perfeitíssimo – que certamente faz parte daquilo que Descartes quis dizer com “infinito” – porque o engano é uma característica de imperfeição.

Enquanto Anselmo parte da possibilidade da ideia de um ser do qual não se pode pensar nada maior para estabelecer que ele necessariamente deve existir, Descartes infere que a ideia de Deus nele só pode ser inata, e parte dessa ideia inata para deduzir a sua causa, que é Deus, um ente perfeitíssimo.

Ponderationes Filosóficas

Fontes:
Proslógio – Anselmo de Cantuária.
Meditações Sobre Filosofia Primeira – Descartes
Ensaio Sobre o Entendimento Humano – John Locke

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